quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mudando para mudar (ou não)

Hoje resolvi seguir um novo estilo de vida. Acordar cedo, exercícios e cuidar do meio ambiente. Vou começar seguindo o ditado “Deus ajuda quem cedo madruga”, pois do jeito que as coisas estão só ajuda divina pra resolver.

Acordar cedo é um dos pontos mais difíceis e com conseqüências mais penosas, além de doloroso, exige um nível de força de vontade comparado aos soldados de infantaria. Em primeiro lugar, acredito que nenhum ser humano foi projetado biologicamente para acordar cedo. Seus olhos brigam com a luz, seu corpo se mexe vagarosamente e seu humor fica tão bom quando a da Araci de Almeida. Na minha rotina deveria ter alguma vantagem. Já sei. Transito. “Quem ta na rua às 6h da madrugada?”, pensei, mas descobri que existe um mundo antes das 8h. Horário para mim reservado às crianças irem ao dentista, assim como foi na minha infância. Levei as mesmas 1h30 para chegar ao meu calabouço de trabalhos forçados chamado agência de propaganda. Acordar cedo FAIL.

Seguindo a minha “nova” vida, fui tomar um café, bom momento para exercitar o meu mais novo valor AJUDAR O MEIO AMBIENTE. Ao invés de usar aqueles copinhos de plástico, tão penosos a natureza, aqueles mesmos que demoram, segundo o ecobobos, 4mil anos para voltar a natureza, resolvi usar uma xícara. Xícara é uma das maiores invenções do homem, vindo logo atrás do ar-condicionado e da saia curta. Com ela criamos um novo mercado o de BRINDES. E um brinde sempre deixa uma pessoa feliz. Não importa o que seja, desde que seja de graça. Imagino a quantidade de felicidade e sorrisos uma xícara, dada como brinde, já espalhou pelo mundo. Voltando a rotina, a quantidade de café ingerida é proporcional a quantidade de sono do individuo. A minha foi a quase 2 dedos do limite do recipiente. Mas tudo é por uma causa nobre. Ao terminar a xícara, parecia que havia injetado 4L de adrenalina no meu corpo.

Já acordei cedo e salvei alguns ursos polares com minhas atitudes, agora só falta o esporte. Uma vez fui questionado se fazia esporte, com orgulho enchi o peito e disse que jogava “uma bolinha” uma vez por semana com os amigos, fui olhado com desdém. Fazer esporte é como o Abilio Diniz ou qualquer celebridade de Caras, não correr atras de uma bola com seus amigos pançudos e inchados de cachaça praticando o futebol maroto e descompromissado de domingo, não é mais um esporte válido.

No final vou viver com sono até os 35 quando terei um ataque cardíaco de tanto café que já tomei, o esporte não me salva, pois nao é um esporte, mas vou salvar alguns ursos polares que nunca vou ver.

Pensando melhor, essas calotas polares tem mesmo é que derreterem. Não gosto de frio e sempre quis morar na praia.